Rosa Enjeitada
Baseado no texto de D. João da Câmara
Muito representada e sempre com grande sucesso, tanto do público como da crítica, que em Dezembro de 1944, após a sua estreia no Teatro da Trindade, afirma: “No teatro de D. João da Câmara, ao lado dos dramas históricos, das comédias de costumes e das operetas ligeiras, a “Rosa Enjeitada” figura como romântica aguarela de sombrios motivos populares e a que mais fala à alma do povo”.
Passado mais de meio século, estamos certos de que a história da “Rosa Enjeitada” vai continuar a “falar à alma do povo”, quer pelas características das personagens quer pelo drama por elas vivido, porque é uma história de todos os tempos.
Mudar de Vida
Há já muito tempo que Rosa pensa em mudar de vida, deixar a prostituição e abandonar Francisco, o homem com quem vive e que é obrigada a sustentar.
Mas gosta dele e existe entre ambos um compromisso que ela não tem coragem para quebrar ... até ao dia em que conhece João, um jovem simples, honesto, trabalhador – em tudo é o oposto de Francisco – e que faz despertar em Rosa o sentimento de um verdadeiro amor e a esperança duma nova vida, há já tanto tempo ambicionada.
Este encontro casual – ou será o destino?! – está na origem de uma história, onde os sentimentos falam mais forte que a razão.A “Rosa Enjeitada” pertence ao passado;
mas a vida da Rosa (enjeitada ou não!) é uma história de todos os dias, de todos os tempos.
Só ainda não se sabe é ... “até quando?”
As personagens
Rosa Enjeitda, a prostituta
Chico, chulo
Mendigo, frequentador do bar
Augusto Arraiolos, penhorista
Dona Plácida, esposa de Arraiolos
Marcolina, prostituta
Sete Vidas, dono do bar
Malacueco, bandido
Alberta, prostituta
Marinheiro, frequentador do bar
João, polícia
Teatro da Malaposta, em Odivelas
Carreira: 12 de Dezembro, 2007 a 3 de Fevereiro, 2008
Espectáculo apoiado pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes
