Interpretação
CARLOS MACEDO (Nelinho)
ELSA GALVÃO (Josefa)
FERNANDO GOMES (Padre)
ISABEL RIBAS (Alzira)

JOSÉ NOBRE (Zé do Telhado)
LUÍS PACHECO (Sr. Castro)
PAULA FONSECA (Ana)
RUI RAPOSO (Necas)






 

Ficha Artística
Texto e Encenação
FERNANDO GOMES
Figurinos
MANUEL MOREIRA
Arranjos Musicais
VALTER ROLO
Espaço Cénico e Adereços
NATÉRCIA COSTA
Design Gráfico
ARMANDO VALE
Fotografia de Cartaz
MARGARIDA NUNES
Fotografia de Cena
MANUELA JORGE
Desenho de Luz
MANUELA JORGE
Gravação Coros
NACIONAL FILMES
Direção de Produção
MANUELA JORGE
Carpintaria de Cena
TEATRO DA MALAPOSTA
Montagem de Luz
PAULO GOMES / BRUNO ROLO
Execução de Luz
PAULO GOMES
Execução de Som
BRUNO ROLO
Execução de Figurinos
HELENA LEITÃO
Técnico de Palco
DIOGO RODRIGUES


Coprodução
KLÁSSIKUS
TEATRO DA MALAPOSTA

Zé do Telhado, segundo Camilo Castelo Branco
Baseado no capítulo 26 das Memórias de Cárceres de Camilo Castelo Branco

A partir do capítulo que Camilo dedica a José do Telhado na sua obra “Memórias do Cárcere”, a Klássikus, pela mão do seu encenador e autor Fernando Gomes, cria um espetáculo pautado por momentos musicais, dramáticos e de comédia; uma fantasiosa tragicomédia rural, que recria alguns momentos da vida do lendário Zé do Telhado.

Quem conta a história e ao mesmo tempo representa esses momentos, são os KlássiKus. A partir do texto de Camilo ...
Mas quem lê... também imagina, idealiza espaços e veste as personagens... e nas entrelinhas redescobre situações, reinventa diálogos.
Os Klássikus vão ser os contadores da história, segundo Camilo, mas lá diz o velho ditado: “Quem conta um conto, acrescenta um ponto”!
Este espetáculo não é um documento histórico, mas sim, segundo e seguindo o estilo inconfundível dos Klássikus, um fantasioso divertimento, possível de definir como: “biografia não autorizada de Zé do Telhado”, segundo Camilo Castelo Branco.

Em VOZ OFF
A  27 de Abril de 1861, no tribunal de Marco de Canavezes, um júri presidido pelo juiz António Pereira Ferraz, considera o réu, José Teixeira da Silva, também conhecido como Zé do Telhado, culpado da prática de 12 crimes.
Determina o tribunal que o réu seja condenado na pena de trabalhos públicos por toda a vida na Costa Ocidental de África, bem como no pagamento das custas.

(tema tradicional português com letra de Fernando Gomes)
E então o nosso herói, Zé do Telhado
Vai p’rá tropa e onde mostra que é valente
A cavalo ou apeado
Sempre muito bem fardado
O Zézinho impressionava toda a gente
Té que aconteceu então
Uma tal revolução
E ele lá foi para lutar com os demais
O ano era o de mil oito trinta e Sete
E a revolta a dos Marechais.

Ele conta que a dada altura um superior lhe disse: “chovem balas, Zé! Chovem balas!”... ao que ele lhe responde: “deixe chover, meu general, que eu aqui tenho o guarda-chuva!”

Chovem balas mas nem uma lhe tocava
Que o esperto, fugir delas, bem sabia!
Uma a uma ele fintava
E nenhuma lhe acertava
Era sorte e também era valentia

Esta notícia constou
E um belo dia chegou
Aos ouvidos da gente da nossa terra
Que o nosso Zé do Telhado era um herói
Um herói daquela guerra!

Foi então que o Tio do Zé começou a ganhar-lhe um grande respeito e até já dividia com ele os louros! ”Vê-se bem que é meu sobrinho” – dizia ele!

O Zé por lá continuou a lutar
Nas batalhas de Ruivães e Chão da Feira
Pancadaria da grossa
Mas ele – nem uma mossa!
Sempre à frente erguendo bem alto a bandeira
Mas o fim não foi feliz
Pois perderam por um triz
E a revolta teve de ficar por ali
E o Zé recambiado p’ró estrangeiro
Exilado p’ra Madrid

A cidade de Madrid, que ele por sinal nunca chegou a conhecer! Porque estava ainda em Badajoz, com outros colegas de exílio, quando...

Recebe uma notícia do seu tio
É um simples bilhetinho que o anima
No bilhete ele dizia
Que sim senhor, consentia
Que o sobrinho se casasse com a prima
Que o rapaz está perdoado
Esquecido o passado
E o regozijo do Zézinho é total!
Põe a mochilita às costas e regressa
E regressa a Portugal
Põe a mochilita às costas e regressa
À sua terra natal!

As personagens
Nelinho, o Sacristão
Josefa, Mãe de Ana
Padre da Aldeia
Alzira, mãe de Zé do Telhado
José do Telhado
Sr. Castro, pai de Ana
Ana, prima do Zé do Telhado
Necas, pastor

Teatro da Malaposta, em Odivelas
Carreira: 29 de Dezembro, 2006 a 28 de Janeiro, 2007
Reposição:
3 de Outubro a 4 de Novembro, 2007
Digressões:
24 de Março, 2007 – Auditório Augusto Cabrita, Barreiro
31 de Março, 2007 – Pax Júlia, Beja
4 de Junho, 2007 – Festeixo, Viana do Castelo
11 de Agosto, 2007 – Centro Cultural de Mêda, Meda – Programa Território Artes
1 de Setembro, 2007 – Centro Cultural Gil Vicente, Sardoal – Programa Território Artes
22 de Setembro, 2007 – Centro Cultural Macedo de Cavaleiro, Macedo de Cavaleiros – Programa Território Artes
28 de Setembro, 2007 – Cine Teatro Avenida, Castelo Branco – Programa Território Artes
Espetáculo apoiado pelo Ministério da Cultura / Instituto da Artes